4 de Jan de 2010

Semáforo


No primeiro Fim-de-Semana do ano deu para quatro jogos. Duas estreias e duas repetições:

VERDE - Brass e Peloponnes
AMARELO - I'm the Boss
VERMELHO - Tamnany Hall.

As repetições foram melhores que as estreias. Brass continua a marcar pontos. É UM JOGO, ponto final. E Peloponnes continua a agradar-me pela sua simplicidade e rapidez de jogo. Tammany Hall foi uma grande desilusão. Um "area control" descontrolado e demasiado seco. Já o clássico de Sid Sackson revelou-se uma agradável experiência, apesar de todo o caos que traz consigo.
Bom Ano a todos!

31 de Dez de 2009

Top 10 - Dezembro 2009

Durante o mês de Dezembro continuaram a soprar poucas brisas de mudança no nosso Top. O Top parece congelado, tal e qual o tempo lá fora. Alterações ligeiras e apenas uma troca no Top, com um novo 10º lugar, ou antes, uma re-entrada.

O nosso Top:
1 - Brass
2 - Imperial
3 - Steam
4 - Liberté
5 - Paths of Glory
6 - Automobile
7 - Twilight Struggle
8 - Agricola
9 - Caylus
10 - Princes of the Renaissance

Sendo que há pouco ou nada a falar sobre o Top, propriamente dito, nada como fazer um pequeno balanço do que foi o Top durante 2009... aqui vai..


Depois do pequeno balanço da cadeira, segue o balanço geral.
Assim, o 1º e 2º lugar do nosso Top foram ocupados o ano todo pelo Brass e Imperial respectivamente, sempre sem alteração.
O terceiro lugar foi ocupado por 4 jogos diferentes. Sendo que a maioria do tempo foi ocupado pelo Automobile (durante 5 meses). Os outros ocupantes do último lugar do pódio foram Steam, Liberté e Agricola.

Num total, tivemos 16 jogos diferentes a ocuparem lugares no nosso Top. Um número reduzido, que revela que estamos em tempo de estabilização.

Destes 16 jogos, alguns tiveram aparecimentos fugazes pelo Top.
Casos do 1960 e Power Grid que estiveram no Top apenas 1 mês, curiosamente o mesmo e o 1º do ano. Ou seja, em Janeiro de 2009.
Tivemso também jogos que desde que foram avaliados, tiveram sempre presença no nosso Top. São os casos de Steam e Automobile. Um caso semelhante é o de Paths of glory, que ainda esteve 2 meses fora do Top, mas que aparentemente entrou para ficar.

Presenças assiduas são, além dos já referidos jogos que foram ocupando o 3º posto, Caylus e Twilight Struggle.
Foram ocupando os últimos posto da classificação os velinhos Kremlin e 1830 que de quando em vez foram dando um ar da sua graça pelo Top.

No próximo ano há mais



Despeço-me com amizade até ao próximo Top, desejando-vos um excelente 2010, repleto de jogos.

24 de Dez de 2009

Um Santo Natal

A equipa SpielPortugal deseja a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. E claro... muitos e bons jogos :)

14 de Dez de 2009

Maria - pré review!

"... merda prós dados!!!"
Quando falo em wargames penso em dados. É uma daquelas questões da minha mente que eu não consigo resolver. Dou por mim a resumir muita da experiência do próprio jogo a um par de lançamentos (ou dois, ou três) mesmo que isso não o defina. E é difícil combater esta forma de lidar com a questão, este preconceito de eurogamer. Não é que eu abomine dados, per se, mas, há qualquer coisa neles que me irrita...
Passando à frente nesta luta inglória do jogo de guerra modernaço - aquele que é jogado com cartas, counters, blocos, dados e outros ambientes - reconheço que a culpa de os não jogar não pode ser dos dados. Os dados não definem os jogos de guerra, da mesma forma que os cubos não definem os eurogames. Os ambientes (acho que esta é a expressão mais apropriada) dos jogos de guerra são vastíssimos e servem, precisamente, o propósito de criar uma atmosfera verosímel de uma experiência quase sensorial de recriação histórica ou fantástica, conforme o tema e o objectivo do jogo. Para esta recriação, nuns casos usam-se cartas com história, noutros counters com representações de força, ainda mapas com espelhos perfeitos de teatros de operações, ou mesmo blocos de madeira que escondem o inimigo. Usa-se de tudo um pouco. Às vezes tudo, outras vezes, pouco. Mas creio que, corrijam-me os mais letrados no assunto, os dados são, em 99% das vezes, denominador comum. Ou seja, eles não definem o jogo de guerra mas também não podem ser ignorados.
"... jogo do catano!!!"
A busca do Santo Graal dos jogos de tabuleiro é fascinante, por um lado, frustrante e angustiante, por outro. Esperemos todos que ele não exista porque, a existir, iria acabar com a procura e, na verdade, aquilo que faz do Santo Graal algo interessante e fascinante, rapidamente se iria tornar num resultado angustiante pelo facto da procura ter cessado. Recorro à analogia com uma célebre frase de Reiner Knizia - "nos jogos de tabuleiro o objectivo é ganhar mas é o objectivo que é importante e não o ganhar". Com o Santo Graal é o mesmo. O objectivo é a procura, o encontrar nem tanto. Resumindo, o que conta é o caminho. A pergunta que eu me tenho feito é: "e se o Santo Graal for um wargame?"
Confesso que já tive mais certezas em relação a isto. As minhas dúvidas de agora prendem-se com o facto de começar a achar os jogos, cada vez mais, iguais. Mais coisa menos coisa, da minha colecção de cerca de 350 jogos, tenho uns 50, verdadeiramente, jeitosos. E por jeitosos digo apetecíveis de jogar de quando em vez. Quando volto à minha colecção e vejo dez jogos iguais, embora com dez títulos diferentes, fico frustrado. Como se o Santo Graal não existisse. Mas se eu quero que ele não exista por que carga de água hei-de ficar frustrado? É difícil explicar como esta frustração surge, sobretudo na medida em que eu quero que exista.
Olhando o outro lado dos jogos, os de guerra, esses, podem também ser iguais. Penso que terei cerca de 10 jogos de guerra e, metade deles, são iguais. Os Columbia são de blocos, os GMT são de cartas, os outros, são os outros. E são os outros que interessam para o assunto. Aqueles que são, realmente, diferentes. Tema, mapa, estratégia, táctica e, ainda mais pormenorizadamente, a arte, o nome, a caixa e a ausência de dados. Em particular, Maria.
"Maria!!!"
O último dos últimos jogos que joguei - Maria - mostrou ser um peso pesado. E digo peso pesado no conjunto de jogos que conheço. Digo jogos, generalizando e não particularizando em euro ou war games. Jogos são jogos e o Santo Graal não tem de escolher parâmetros desse género. Seria como escolher entre dois filhos. Maria, subtilmente, aparece como um dos grandes jogos do ano. Não posso chamar-lhe jogo "enorme" porque ainda não espiolhei todas as suas valências mas, como primeira abordagem, fica a magnífica impressão de um jogo sóbrio, bonito, de conflito, cheio de manhas e de balanceamentos subtis entre todas as nações intervenientes. Não direi que encontrei o Santo Graal, isso é precipitado e estúpido mas, cheguei mais perto, tenho essa convicção. E os dados, esses, como uma espécie de prémio de consolação e uma prova de emancipação, não estão presentes.
Maria veio acabar com a divisão dos significados entre os wargames e os euros. Veio diminuir a fronteira e designar uma nova era na minha "prática lúdica" - de agora em diante, jogos são jogos. De guerra ou não, com dados ou cartas, jogos são jogos. Com criança pequena ao colo, ainda em desmame, lembrei-me hoje que não posso afastá-la mais de 3 horas da mãe. Eu até posso levá-la para longe, muitos quilómetros de viagem mas, a mãe tem de seguir viagem também. É o supply! Tal e qual como num bom jogo, se queremos chegar longe, convém não descuidar o supply. Essencial em Maria, essencial em Miguel. A primeira impressão permanece sólida e firme, a review, essa, tem de esperar por maior experiência. Ainda é cedo!

10 de Dez de 2009

UNICEF & Tratado de Kyoto

Desculpem-me se parecer demasiado ‘activista’. Não o sou, nunca o fui e nunca o serei. São apenas pensamentos meus. A 11 de Dezembro de 1946 foi criada a UNICEF e a 11 de Dezembro de 1997 foi assinado o tratado de Kyoto por 150 nações. Este não será, propriamente, um Top 5 sobre jogos. Será antes sobre estas duas ‘coisas’ e ‘outras’. Da 1ª quase ninguém se recorda mas a 2ª anda agora nas notícias devido à tal Cimeira de Copenhaga. Serão as duas importantes? Para mim, sim e não. Aqui vai sem qualquer ordem:
Agricola – Belíssimo jogo, vencedor do prémio de Melhor Jogo do Ano do SpielPortugal em 2008. Seria bom que todos as famílias que não podem fazer da sua vida outra coisa pudessem ter uma bela quinta com tudo para criarem sem problemas os seus filhos. Eu gostaria de viver assim. É incrível que neste mundo, em pleno século XXI, morram diariamente tantas crianças por não terem aquilo que deveriam ter: comida e outras coisas
Vertigo – Um velhote e simpático jogo sobre poluição. Neste jogo se poluírmos o mundo de forma irreversível todos perdemos. É, o jogo reflecte bem a realidade. Mas eu não sou um activista do ambiente – mas faço separação de lixos -, nem sequer acredito no efeito de estufa devido às emissões de CO2 ... são antes os ciclos solares. E agora discutem-se quotas de emissões desse gás. Pois, tu estás a começar, mas já não podes emitir mais ... lixa-te, eu desenvolvi-me antes de ti, por isso agora respira o meu CO2. E além disso: ouve, eu já enchi a minha fossa de CO2, alugas-me a tua sanita?
Brinquedos/jogos para crianças – O BGG está cheio disto. Eu, enquanto criança, e agora adulto, nunca me pude queixar da falta de brinquedos e de jogos. Os meus pais, felizmente, sempre me deram aquilo que puderam. É por isso que por aqui ando a escrever disto. Agora, quantos pais gostariam de fazer o mesmo e não podem? Chega o Natal e o que é que se vê por aí? Que merda de mundo é este? Graças a Deus que as crianças, as que o podem ser, sempre serão crianças e, de um ou de outro modo, sempre serão capazes de criar as suas brincadeiras/jogos.
FC Barcelona – Não gosto deste clube. Mas há que reconhecer que é uma grande instituição. Teve o mérito de nunca recorrer à publicidade no seu equipamento até que teve o mérito de fazer publicidade gratuita no seu equipamento à UNICEF. Mais uma vez, não sou activista nem quero ser hipócrita: nunca contribuí nem contribuirei para a UNICEF. Já pago, e bem, os meus impostos. Isso cabe aos governos de todo o mundo. Por isso o jogo seguinte é:
Ideology – Já tenho este jogo, ainda não o vi e se calhar não presta para nada. Mas é sobre ideologias que andam por aí neste mundo. E é precisamente esta abundância de ideologias que leva a muitas destas misérias. Temos telemóveis, temos internet, somos hi-tech, viva o avanço tecnológico, viva a maçaroca, temos tudo ... alguns, outros alguma coisa e muitos nada. E o que somos? Um nada em constante guerra ... de ideologias. Desde a ‘revolução’ da Renascença que a Humanidade não olha para si mesma e avança para outro estágio de desenvolvimento ... humanista!
P.S. Neste tema caberia aqui um outro jogo, ainda protótipo, mas o Vital Lacerda que fale disso, se quiser.
P.S.S. Desculpem os devaneios, ou efabulações, como diria o Vital :P

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